Odômetro Ligado

Corridas, esportes, família e o que mais der na telha!

Resumão de Março

Posted by satrijoe em 09/04/2014

O mês de Março foi assim:

Kms rodados: 200km, dos quais 31.1km em provas (10km com RP +21.1km) ( 80km em esteira)
Maior longo: 24km
Treinos: 16
Bike:  Zero km (Foi difícil conciliar)

 

Abril está totalmente aberto, não me planejei e não sei direito nem como vou treinar. Aceito sugestões!😉

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A 6a. meia maratona: Estilo vaca louca

Posted by satrijoe em 06/04/2014

Está virando rotina: Sprint estilo vaca louca

Está virando rotina: Sprint estilo vaca louca

Problemas com aviões (de novo?)

Os dias que antecederam esta meia-maratona não foram dos mais tranquilos. No meu retorno de uma viagem a trabalho na quinta feira, fui vítima da política da cia. aérea de fazer overbooking (odeio isso com todas as minhas forças). Como deixei para fazer meu check-in quando estava a caminho do aeroporto acabei ficando sem assento no voo. Fui transferido para a lista de espera do voo seguinte mas também não consegui lugar e no final das contas tive que pegar um voo no dia seguinte às 6:45 da manhã. Queria ter tirado uma sonequinha no final da 6a. feira pra compensar o stress mas não consegui. Deixei as coisas preparadas e fui dormir por volta das 10 da noite.

Acordei às 4:30 e saí de casa lá pelas 5:15. As pimpolhas iam participar da prova de 5k mas como a largada delas era só às 7:30 aproveitaram para dormir mais um tempinho.  A largada era quase em frente ao clube de natação da minha filha e o lugar tem uma ampla área para estacionamento grátis, utilizada normalmente para os eventos que acontecem por lá. E para melhorar, ainda havia uma galera de voluntários que auxiliava na organização do estacionamento. Nada de “little flannels” por lá! (flanelinhas! hehe)

Tranquei o carro e fui direto fazer meu aquecimento. Ultimamente estou levando mais a sério esse lance do aquecimento e deixando de lado os alongamentos. Terminei o aquecimento com folga para ainda bater um papo com o Wanderley Cardoso. Estava indo em direção quando encontrei uma amiga corredora, com quem conversei por alguns minutos. O papo estava legal mas de repente vi os corredores se encaminhando para a largada. “Mas espera aí? Como assim, e o Wanderley?”. Agora já Elvis… Segui o pessoal e no caminho ainda cumprimentei o dono da barbearia que frequento (tinha ido lá no dia anterior pra melhorar a aerodinâmica mas não sabia que ele ia estar por lá, apesar de ter visto uma propaganda da corrida na vitrine da barbearia).

Vale a pena mencionar que essa corrida dedica parte do valor arrecadado a um fundo em prol da cura do câncer de mama. Uma ótima causa!

A Corrida

Tocado o hino nacional, houve um certo atraso na largada o que gerou uma certa ansiedade nos corredores mas finalmente largamos às 6:10. Larguei um pouco para trás e tive que negociar algumas ultrapassagens no início correndo bem pela beirada da pista à esquerda mas com uns 200m já estava com caminho livre. O primeiro km passou rápido com tb rápidos 5:08 (pra mim, lógico). Como na corrida anterior, sabia que iria diminuir o ritmo passada essa euforia das ultrapassagens iniciais. Lá pelo km 1.5 alcancei uma corredora que costumo ver perto da minha vizinhança (mas que não sei o nome). Ela estava correndo com uma amiga e as duas pareciam estar se divertindo muito pois contavam piadas e zigue-zagueavam pela pista. Depois de uns 300m achei que era melhor ultrapassá-las porque não estava gostando de ficar atrás de corredoras pseudo-bêbadas.

Lá pelo km 3 uma corredora me alcançou e falou que parecia que eu estava carregando algum trocado no bolso. Expliquei que era a chave do carro e ela disse que o barulho ajudava a quebrar o silêncio do alvorecer. Mantive essa corredora na alça de mira por um bom tempo, com toda a intenção de alcançá-la mais à frente mas isso nunca aconteceu. Mais adiante, ela virou para o parceiro (presumo eu) de corridas e marcou um ponto de encontro casos eles se separassem. Foi o que aconteceu já que o cara logo foi ficando bem pra trás.

Um pouco mais adiante (próximo ao km 4) estava montado o primeiro posto de hidratação e os voluntários lá eram todos do clube de natação. Dei um bom dia geral e recebi palavras de incentivo do pessoal mas passei batido sem pegar água porque pra mim ainda estava muito cedo. O percurso até o km 4.5 era o mesmo para o pessoal dos 5k e super-conhecido para mim já que costumo correr por lá quando deixo minha filha para o treino de natação. A partir dali os corredores entravam à esquerda em uma das avenidas principais enquanto o pessoal dos 5k dobrariam à direita retornando em direção à linha de chegada. Naquele ponto havíamos formado um grupo de uns 10 corredores incluindo um senhor que respirava bem pesado e que ficava alternando posições, ora passando todo mundo ora ficando para trás, num efeito ioiô que pelo menos me destraia.

Até ali meus paces estavam na casa dos 5:20 e pouco, o que eu estava achando bem razoável. Mas comecei a sentir que estava ficando meio difícil de manter esse pace. Lá pelo km 8 resolvi comer logo algo pra evitar o indesejável encontro com o muro já que estava claramente mais lento, perto dos 5:30 e começava a fazer minhas contas. Queria continuar abaixo dos 5:41 para garantir o sub-2h.

E a casa começa a cair

A cada posto de hidratação aquele grupinho de 10 corredores ia se espalhando. Quando chegamos no tapete dos 10km, já eramos somente uns 5 corredores. Passamos com 55min o que para mim estava ótimo afinal era só manter esse ritmo até o final. E naquele momento me senti bem e deixei os outros corredores que estavam comigo e fui atrás da mulher do barulhinho que eu ainda conseguia reconhecer bem à frente. Antes de chegar nela, vi um outro corredor descamisado se alongando no que parecia um caso de câimbras. Achei que ia alcançá-lo mas ele voltou a correr antes que eu pudesse fazê-lo. Fiquei no seu encalço.

Infelizmente minha alegria durou pouco. Já a partir do km 12 comecei a me sentir cansado. Comecei a ouvir passos pequenos mas constantes me alcançando. Era uma corredora baixinha que eu não havia visto antes. Fui alcançado e sumariamente despachado. Uma pena que não temos números de costas (vs. número de peito) também pq tenho curiosidade de saber como terminaram aqueles que me passaram em algum momento de uma corrida. Ela foi um desses casos.

Já no km 13 entramos no estacionamento de uma escola local. Sabia que lá havia um posto de hidratação e mandei ver nas minhas pastilhas mastigáveis, antes do que eu havia programado mas necessário. Eu precisava buscar energias. O percurso dentro da escola era no estilo ida e volta e pude ver alguns daqueles que estavam no meu grupo original de 10 corredores ainda por perto. O descamisado parou mais uma vez para alongar no estacionamento e dessa vez consegui ultrapassá-lo. Mas devido ao meu pace declinante, ele voltou a me passar um pouco após ter saído da escola.

Policial sem noção e o poder do incentivo

A partir dali voltamos a correr por bairros mais residenciais e pela primeira vez vi uma motorista reclamando à saída de um condomínio, dizendo que precisava cruzar. A resposta do policial foi curta e grossa: “A senhora vai ter que esperar”. Mais adiante, em outro cruzamento próximo ao km 15, escutei a conversa de 2 policiais:

“O pessoal dos 5km vai passar por aqui tb?”

“Não, eles fazem outro caminho”

“Legal. Melhor assim!”

Não tive tempo/fôlego pra explicar pros dois que eles estavam no prejuízo já que o pessoal dos 5k ia terminar muito mais cedo, visto que os retardatórios (i.e. caminhantes) da meia ainda iam demorar um tempão.

A partir dali comecei a pensar em contagem regressiva. Faltavam 6km e ainda dava para fazer o sub-2h, mesmo com os meus paces indo já para os 5:40. Só que a vaca estava indo para o brejo: os paces seguintes foram de 5:53, 5:52 e 6:03. E no km 18, sucumbi. Caminhei. Foram pouco mais de 100m, quase 200 talvez. Enquanto caminhava um corredor passou por mim e falou: “Faltam menos de 2 milhas para o final. Vc ainda consegue fazer sub 2h.” Acho que a maioria que estava por ali, tinha isso em mente. Voltei a correr.

Obviamente o km 19 foi horrível (6:49) mas tive a chance de retribuir o incentivo recebido no km anterior. Uma corredora que havia me passado quando caminhei também tinha começado a caminhar. Falei pra ela que faltava pouco e ela perguntou quanto faltava. Expliquei que faltava menos de uma milha já que  tínhamos passado pelo relógio que indicava a milha 12. Ela ficou animada por saber que faltava pouco e voltou a correr. Depois fiquei pensando como era possível ela não saber quanto faltava para o fim da corrida se aquilo era minha única preocupação.

Vaca louca

E finalmente veio a reta final, faltando 1km (e mais os 97m). Resolvi acelerar com o que tinha e o que não tinha. Já não sabia mais se o sub-2h era possível. Comecei a perseguir os corredores à minha frente. Sinceramente nem me lembro quem consegui alcançar. Só me lembro de um corredor que tinha me alcançado na escola e que vestia uma camiseta azul. Nessa reta reencontramos o pessoal dos 5km e fomos lado a lado

Fiz a última curva em direção ao pórtico e consegui reconhecer e chamar minha pimpolha, que tinha terminado seus 5km, na lateral da pista. Foi quando olhei para o relógio de chegada. Ia virar 2h mas como eu tinha largado um pouco para trás, sabia que tinha alguns segundos faltando no tempo líquido para realmente chegar dentro das 2h. Não teve jeito. Apelei para o estilo vaca louca e sprintei como se não houvesse amanhã. Parei o cronômetro com 1h59’58.6. Como diria o amigo Nishi, mais uma vez sobrando! hehe

Família que corre unida permanece unida

Família que corre unida permanece unida

Enquanto me recuperava do esforço bovino, tive tempo de cumprimentar e conversar com vários amigos do clube de natação. E finalmente reecontrei-me com a patroa que chegou feliz por ter completado seus 5k. Fiquei bem feliz por ela tb já que ela tinha tomando um tombo na semana anterior e teve que passar alguns dias andando com muletas para se recuperar do joelho avariado. Espero que ela continue assim!

Números da peleja (Coral Springs Half Marathon 2014 – 29/Mar/2014)

Coral Springs Half 2014 results

O resultado foi um pouquinho melhor do que eu mesmo registrei no meu cronômetro (2s melhor hehe). Fiz a primeira metade em aproximadamente 58′, logo a segunda metade foi em um pouco menos de 1h02′. Vi muita gente reclamando da umidade (estava na casa dos 80-85%) mas prefiro pensar que o split positivo foi resultado de uma estratégia de prova que não foi das mais acertadas. Também acho que preciso fazer mais longões em ritmos mais próximos aos de corrida. Mas no geral, não posso reclamar: primeiro sub-2h desde 2010.

Evento bem organizado, pequeno em termos gerais mas com boa participação da comunidade. Agora é pensar um pouco no planejamento até Novembro.

 

A medalha dos 5km foi mais bonita que a minha :(

A medalha dos 5km foi mais bonita que a minha😦

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O fatídico voo 1702

Posted by satrijoe em 23/03/2014

 

Pois é. Eu estava lá!

Pois é. Eu estava lá!

No mundo avionístico o assunto continua sendo o desaparecimento do voo 370 da Malaysia Airlines. Mas este japa que vos blogueia também teve seu momento de stress cruzando (ou quase) os ceus do hemisfério  norte.

Como é comum ver em filmes hollywoodianos, acontecimentos fatídicos são resultado de uma conjunção de coincidências infelizes. No meu caso tudo começou com uma reunião com um cliente que foi sendo remarcada seguidamente durante a semana: de 3a. para 4a. e finalmente fixou-se a quinta-feira, dia 13 de Março de 2014. Com isso, tive que remarcar o voo que tinha para um que sairia mais tarde. Chega a 5a. feira e não é que o cliente remarca mais uma vez, desta vez para a 6a. feira? Como eu não estava disposto a pagar por mais uma taxa de mudança de voo (são US$ 200 por cada mexida), deixei como estava.

Costumo pegar o trem que sai do subsolo do prédio onde trabalho e vai direto para o aeroporto (suuuper conveniente) mas nesse dia calculei mal o timing para descer até a estação e acabei perdendo o trem que pretendia pegar. Tive que morgar por 30 min esperando pelo próximo. “Comecei mal”, pensei comigo. Mal sabia eu…

Daí pra frente foi tudo normal: segurança, embarque, etc. Meu assento era o 5E, no meio do lado direito da aeronave. Como a maioria dos viajantes, não gosto do assento do meio mas era o único disponível próximo à frente. Viajo só com bagagem de mão e minha prioridade é sair logo no começo do procedimento de desembarque e me pirulitar para casa. Portas fechadas e o primeiro comunicado do piloto foi desanimador: “Como o aeroporto de Fort Lauderdale está em reformas, estão escalonando as chegadas e vamos ter que aguardar até as 6:30 para decolar”. Desânimo geral entre os passageiros: seriam 40 min parados na pista esperando pela nossa vez.

O Acidente

Aproveitei para tirar um cochilo mas lembro-me do piloto anunciando que era a nossa vez e pedindo para os comissários de bordo tomarem suas posições. O avião apontou na cabeceira da pista, acelerou, tirou as rodas da frente do solo e … abortou!!! Não sei se por decisão do piloto ou por algum problema técnico, os motores foram cortados e a frente do avião caiu de vez batendo forte na pista. Ainda “quicamos” duas vezes mais como uma bola de borracha e com isso o trem de pouso dianteiro quebrou e começamos a nos arrastar sem controle. A essa altura a gritaria dentro do avião era geral.

Vista aérea do aeroporto da Filadélfia

Vista aérea do aeroporto da Filadélfia

Minha preocupação era que nos chocássemos com alguma estrutura ou que acabássemos na água já que o aeroporto da Philadelphia fica às margens de um rio. Mas nada disso aconteceu. Assim que o avião se deteve por completo as comissárias correram para verificar se todos estavam bem. Apesar do grande susto, não houve ninguém reportando estar machucado. Olhei para os lados: a mulher à minha esquerda não falava nada, parecia incrédula. Já o senhor que estava à minha direita comentou: “foi uma experiência diferente”.

Logo em seguida, abriram as portas de emergência e os passageiros foram instruídos a evacuarem o avião. O clima era de apreensão mas não havia pânico, tanto que teve gente que resolveu levar a bagagem de mão. Confesso que pensei em pegar a mochila do laptop mas logo considerei que seria uma estupidez. Na minha vez, me atirei no tobogã e deslizei até o solo sem maiores problemas, inclusive achei um molho de chaves caído ao lado. A tripulação gritava para que todos se afastassem do avião o mais rápido possível.

A longa espera

Caminhei a passos rápido sobre a grama queimada pelo inverno que castiga a região até alcançar um grupo de passageiros, quase todos com seus celulares registrando as cenas. Com exceção do trem de pouso dianteiro, o avião parecia inteiro. Notei que um dos motores estava esfumaçando e logo imaginei que o piloto tenha posto os motores na posição reversa para deter o avião, o que explicaria a fumaça. Poucos minutos depois surgiram os primeiros caminhões do corpo de bombeiros e as primeiras viaturas de polícia. Os bombeiros jogavam uma espuma próximo aos tanques de combustível e aos motores do avião. Enquanto isso as viaturas de polícia instruíam os passageiros a se agruparem próximos a ela.

O frio àquela altura já se fazia sentir e o vento forte que batia desde manhã fazia com que a sensação térmica fosse bem mais baixa que os zero graus que o celular indicava naquele momento. O policial havia dito que os ônibus que nos levariam de volta ao terminal já haviam sido solicitados. Mas eles nunca que chegavam. Eu já estava arrependido de não ter pego meu casaco de inverno que estava no compartimento superior. Fez uma falta tremenda. Falando em tremendo, era como todo mundo estava: tremendo. Alguns estavam só com uma camisa fina. Tentaram aquecer as pessoas com uns lençois que tiraram de uma ambulância que havia se aproximado. Um carro de polícia levou algumas famílias com crianças de volta ao terminal mas a maioria ficou lá, por mais de uma hora naquele frio de lascar. Me senti como se estivesse no filme “A marcha dos pinguins”. Surreal!

Finalmente chegaram os ônibus… Só que do outro lado da pista. Ficaram lá alguns minutos e… se foram. Foram até próximo ao terminal para poderem cruzar para o lado certo da pista. Santa inguinorânça batman. Subimos e logo a calefação fez desaparecer a cor branco-azulada das minhas mãos. Mas nada de partirmos. Mandaram as pessoas que estavam de pé descerem e subirem em outros ônibus. Santa burocracia batman!

Colocaram todos em uma sala VIP da cia aérea, serviram um lanche (de caixinha) e para minha surpresa anunciaram que haveria um avião reserva que levaria aqueles que quisessem ainda naquele mesma noite ao nosso destino. Tivemos que aguardar até que a equipe de terra trouxesse os nossos pertences que estavam no avião mas tudo chegou direitinho. Partimos um pouco depois das 11:30 da noite e a minha epopeia terminou às 3 da manhã quando cheguei em casa.

Minha opinião

Fiquei com medo? Claro. Senti que poderia morrer? Pra dizer a verdade, não. Em nenhum momento a coisa parecia que tinha ido para o brejo. Vou deixar de voar? Não. Sendo um cara muito lógico, acho que estatisticamente minha cota de acidentes aéreos já foi cumprida. Tanto que na semana seguinte, peguei o mesmo voo, no mesmo dia e horário. Resultado? Se estou aqui escrevendo, é porque não aconteceu nada.

Então vamos seguir correndo!

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Meu primeiro sub 50 min nos 10k

Posted by satrijoe em 15/03/2014

Já entreguei o resultado, né? hehe

Dá pra ver a galera de verde?

Dá pra ver a galera de verde?

Faz muito tempo que não participava de uma prova de 10k (a última tinha sido em Outubro de 2011), já que por estas bandas a oferta de 5k é muito maior. Foi uma prova que encaixou bem nos meus treinos e além disso foi organizada dentro de um parque que fica a apenas 5 min de casa. A corrida se chamava St. Patrick 10K, em comemoração ao Santo padroeiro da Irlanda (17 de Março). Nessa data o que não faltam são desfiles durante o dia e festas à noite em que impera cerveja irlandesa (talvez a mais famosa é a Guinness), o trevo e o uso da cor verde. E verde foi a cor que a maioria vestiu para esta corrida. Fui exceção.

A corrida estava marcada para começar às 7 da manhã mas logo ao chegarmos anunciaram que a largada seria às 7h15. Peguei meu número de peito sem fila nenhuma e fiquei enrolando um pouco para não fazer meu aquecimento cedo demais. Mesmo tendo conversado com o amigo Wanderley antes de sair de casa (mais de uma vez… OK. Menos detalhes, menos detalhes), tive que levar mais um papo reservado com ele antes de começar a prova. Por sorte a fila estava pequena. Cheguei para a largada em cima da hora, mas ainda a tempo de ouvir o hino nacional sendo tocado por um trompetista. O legal foi ver que tanto a organizadora do evento como o trompetista se juntaram aos demais para correr os 10k.

Demorei uns 5s para cruzar a estrutura de madeira que fazia as vezes de pórtico de largada. Olhei para a lateral e confirmei algo que já tinha desconfiado quando saí para o aquecimento: não havia tapete na largada, ou seja, só iam registrar o tempo bruto. Como estava bem posicionado, não tive problemas para negociar as primeiras ultrapassagens e logo depois dos primeiros 200m já estava com o caminho livre para fazer a minha corrida. O objetivo era fazer sub-50min e a estratégia era fazer uma prova constante com o último km um pouco mais rápido para compensar eventuais parciais mais lentas. Como sempre, o papel aceita tudo mas na prática as coisas são normalmente diferentes.

Fechei o primeiro km em 4:42. Sabia que o pace estava rápido para as minhas condições mas também sabia que naturalmente iria me acomodar em um ritmo mais lento. Por isso, não fiquei muito chateado quando o casal de coelhos que eu estava usando nesse começo de prova começou a se distanciar. Fui procurando outros coelhos mas aqueles que me passaram, me deixaram para trás rapidamente e eu não estava alcançando ninguém. Só perto do 3o. km é que emparelhei com um corredor com um ritmo compatível com o meu e fomos lado a lado por uns 300m mas infelizmente ele começou a ficar para trás. A partir daí, fiz uma corrida solitária: não chegava em ninguém e ninguém se aproximava de mim.

Um pouco antes de completar o 7o. km, o percurso passava ao lado da linha de chegada. Foi quando ouvi o narrador anunciando o campeão da prova, um corredor/treinador que já é figurinha carimbada nas provas da região. Ao lado do pórtico de chegada estava acontecendo uma ‘corrida’ paralela: um instrutor de uma academia de ginástica estava remando 10km e havia um prêmio para quem adivinhasse o tempo em que ele iria completar sua prova individual. Não me chamou muito a atenção e passei batido no desvio pelo gramado ao lado. A partir deste 7o. km a prova se tornou bem psicológica para mim. O percurso contornava um lago e eu podia ver os corredores bem mais adiante e o retorno parecia inalcançável. Queria chegar em alguém para me motivar mas ao mesmo tempo não queria queimar os cartuchos muito cedo.

Finalmente cheguei ao último km e tentei acelerar mas a distância para os que estavam logo à minha frente não diminuía. Só quando avistei o pórtico de chegada é que vi que ainda tinha chance de cumprir meu objetivo de parar o cronômetro antes dos 50 min. Acelerei minhas passadas enquanto ouvia o narrador cantar meu número de peito. Parei o cronômetro com 49:54, recorde mundial pessoal!!! Fui o último corredor a cruzar antes dos 50 minutos.

Comi alguns gomos de laranja mais um bagel com cream cheese que a organização ofereceu no pós-corrida enquanto esperava a divulgação dos resultados finais. E para a felicidade geral da nação, o resultado oficial foi de 49:58. Foi apertado mas valeu. Derrubou uma barreira psicológica e me deu confiança que os treinos estão valendo a pena. Revisando meus objetivos esportivos, me dei conta que consegui atingir um objetivo traçado nos idos de 2010. Agora é dar continuidade aos treinos e me preparar para as próximas provas.

A patroa editou um vídeo que resume o que foi a prova. Ficou bem bão!

Resumo da Peleja (St. Patrick’s 10K 2014)

Número de Peito (bib): 848
Tempo Bruto: 49’58″
Tempo Líquido: 49’54″ (extra-oficial)
Colocação: 61 de 278 (geral), 6 de 21 (40 a 44 anos)

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Não é normal

Posted by satrijoe em 02/03/2014

Sem muitas novidades pra escrever. Notei algo diferente nos meus últimos treinos: logo no primeiro km, minha frequência cardíaca sobe rápido (de 60 no repouso para 180) e depois desce para 150-160 que é o meu normal para treinos. Acho estranho porque sempre uso os primeiros 1500-2000m como aquecimento, ou seja, não estou puxando meu ritmo nem tampouco sinto que meu coração está acelerado. Pensando um pouco, a primeira vez que essa “anomalia” se manifestou foi quando fui fazer meu eco- cardiograma. O técnico (em enfermagem) que estava tomando minhas medições perguntou se eu estava ansioso para fazer o teste porque mesmo antes de acionar a esteira minha frequência cardíaca estava nos 120. Achei que talvez estivesse realmente um pouco ansioso e nem dei bola. Agora não sei direito o que pensar a respeito…

Segue um gráfico do último treino pra ilustrar o que está acontecendo.

Por que esse coração acelerado?

Por que esse coração acelerado.


E acabou-se mais um mês. Fevereiro foi assim:
Kms rodados: 196km, nenhuma prova ;( 61km em esteira)
Maior longo: 21.1km
Treinos: 16
Bike: 90km (dei uma relaxada)

Março será mais movimentado em termos de prova, farei uma de 10k em um parque que fica perto de casa e no final do mês volto a fazer uma meia maratona depois de mais de 2 anos. Os longões não estão lá essas coisas mas estou animado, vou ficar contente se correr abaixo das 2h (contando com um pouco de friozinho pra ajudar!).

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Agora vai?

Posted by satrijoe em 15/02/2014

Vista aérea dos corredores cruzando a parte mais alta da ponte (foto do site do evento)

No post “Resumo de Janeiro/2014” mencionei que iria tentar me inscrever para a 7 mile bridge run. Pois é, consegui! O site abriu às 6 da manhã desta última 3a. feira (pra quem acorda às 5, isso não foi problema). A única dúvida foi quando a página dizia que as inscrições eram para os residentes da região. Como eu sabia que essas inscrições tinha sido feitas na semana passada, imaginei que alguém esqueceu de atualizar a mensagem e fui adiante. Depois, dei uma olhadinha na página da prova no facebook e vi que teve gente que bobeou e parou o processo ali. Ficaram de fora. Esta será minha 3a. tentativa de correr essa prova. Na primeira, quando as inscrições eram feitas por carta, não recebi o formulário de inscrição. Na segunda, consegui a inscrição mas a prova foi cancelada momentos antes da largada pelos perigos dos relâmpagos.

Pelos relatos, a prova tem um pouco menos de 7 milhas mas ainda dentro dos 11km. Serão 1500 participantes que têm a missão de completar o percurso em pelo menos 1h30 ou são recolhidos por um ônibus que vem escoltando o final da fila. Espero não ser recolhido! hehe

Também fiz o “upgrade” da prova de Março de 5k para meia maratona. Acho que faz mais sentido para os meus treinamentos. Agora não tem mais volta, tem que ir!

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A ameaça que vem do céu

Posted by satrijoe em 06/02/2014

Conforme mencionei no post passado, estou passando o meio da semana sob temperaturas abaixo de zero. Hoje testemunhei um ‘fenômeno’ impressionante. Escutei algo batendo na janela do prédio (fico no oitavo andar) o que me chamou atenção. “Não podem estar  lavando as janelas neste frio”, pensei comigo. Olhei para fora e achei que estava vendo flocos de neve caindo. A história não estava batendo já que não havia previsão de neve durante o dia e os flocos que eu estava vendo eram grandes demais.

Cheguei próximo da janela e entendi o que estava acontecendo. Os flocos de neve na verdade eram placas de gelo que estavam se desprendendo de andares mais altos dos prédios da região. Apesar da aparência inofensiva enquanto caiam (algumas dessas placas flutuavam como se fossem folhas de papel), o impacto com o chão faziam essas placas se parecerem mais com bombas. O pessoal nas ruas, motoristas e pedestres, olhavam para cima sem entenderem bem o que estava passando mas claramente estavam assustados.

Mais tarde, a polícia estendeu fitas isolando áreas das calçadas com maior risco de serem atingidas. Infelizmente, não gravei o fenômeno mas encontrei um vídeo no Youtube que ilustra bem o perigo:

Só sei que quando saí do escritório em direção ao hotel, olhei várias vezes para o céu para me certificar que nada ia cair sobre a minha cabeça. Mais um motivo para não correr nas ruas nesse frio da p… adaria da esquina!

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Resumo de Janeiro/2014

Posted by satrijoe em 01/02/2014

Depois de muuuuito tempo, tive um mês com um volume decente de treinos. Os números deste mês foram:

Volume total: 186km (65km em esteira) (18 treinos)
Provas: 1 (butterfly run – 5km)
Maior longo: 15km (esteira)
Bike: 117km

Apesar de não gostar, fiz vários treinos em esteira. Meu trabalho me leva ao norte dos Estados Unidos onde as temperaturas estiveram abaixo de zero em Janeiro. Ainda não estou preparado para o Eskimo Run. Em Fevereiro a ideia é aumentar os longos e introduzir os intervalados e ritmados (até agora estava fazendo rodagem com alguns ritmados aqui e ali mas sem muito compromisso).

Vou tentar a inscrição para 7 mile bridge run este mês (mas a prova é só em Abril). Em 2012, me inscrevi mas a corrida foi cancelada minutos antes da largada por causa de uma tempestade com raios e trovões. Dedos cruzados!

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O começo do fim

Posted by satrijoe em 29/01/2014

(off topic) Fiquei chocado com a notícia veiculada hoje: A Google anunciou a venda da Motorola para a Lenovo. Tecnicamente a marca ainda se manterá no mercado já que a divisão responsáveis pelas soluções de rádio continua usando o nome Motorola Solutions. Mas, a marca que todos conhecem, a dos telefones celulares, tem grandes chances de desaparecer.

Se eu fosse uma pessoa amarga, talvez estivesse sentindo uma ponta de satisfação com esse anúncio já que o ano “esquecível” que passei em 2013 foi por ser demitido por essa mesma empresa. Mas a sensação foi totalmente diferente. Veio um vazio como se alguém da família tivesse partido. Foram 17 anos da minha vida profissional. Muitos amigos ainda estão lá e sei que a notícia pegou os funcionários de surpresa também. Acho que fica aquela impressão de que em pouco tempo as únicas provas da existência da empresa serão algumas peças de museu e uma página no Wikipedia.

motorola-lenovo

Ahh… Ficou faltando a estatística da minha última prova.

Resumo da Peleja (Butterly Run 2014)

Número de Peito (bib): 321
Tempo Bruto: 25’33″
Tempo Líquido: 25’14″
Colocação: 97 de 524 (geral), 13 de 39 (40 a 44 anos)

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42km. Sério?

Posted by satrijoe em 27/01/2014

Hoje foi dia de fazer a primeira prova do ano: os 5km da cidade onde moro. Foi a 12a. edição do evento e apesar de ser bem organizada, senti uma presença menor tanto de atletas como de patrocinadores. Talvez esteja relacionado ao fato da prova ter sido antecipada em uma semana comparada com anos anteriores. Espero que ano que vem volte a subir.

Butterfly Run 2014 pre-race

A prova em si foi tranquila. Saí com a intenção de fazer abaixo de 27 minutos e consegui fechar em 25:14. Não foi excepcional mas foi meu melhor resultado nas últimas 3 participações nesta prova. Considerando que não fiz nenhum treino de velocidade até o momento, acho que está de bom tamanho. Na verdade, os destaques foram outros: a participação da minha pimpolha e o papo pós-prova com uma autoridade local.

Butterfly Run 2014 - Chegada

Minha filha foi sem grandes pretensões. Este fim de semana ela está participando de um evento de natação (que é a sua prioridade) e o técnico falou para ela pegar leve e aproveitar para fazer uns “speed plays” (expliquei depois que no mundo corrístico isso se chama fartlek). O tempo dela foi similar ao meu: decente mas nada excepcional (26:41). Combinamos de assistir a cerimônia de premiação do campeão da prova e ir pra casa tomar café. Antes de sairmos, passamos para ver a listagem dos resultados e não é que a pimpolha tinha ficado em segundo lugar na faixa etária dela! Obviamente voltamos para que ela recebesse a medalha. Já valeu o dia!

Butterfly Run - 2nd. place

Enquanto ainda esperávamos o início da premiação, a vice-prefeita da cidade se aproximou e puxou papo que reproduzo aqui em tradução livre (só os trechos essenciais):

Vice-Prefeita:”Então você pretende fazer outras corridas este ano?”

Eu: “Sim, estou inscrito para a Maratona de Nova York em Novembro.”

VP: “Uau! E quantos kms são?”

Eu: “42km.”

VP: “E você já fez alguma prova assim antes?”

Eu: “Sim, a Maratona de Miami em 2011.”

VP: “E quantos kms nessa prova?”

Eu: “Errr… 42km tb.”

VP: “Sério? Uau!”

Quando estávamos voltand pra casa, minha filha confessou que teve que fazer força pra não rir nessa hora.

Momento Tiete: Fiz propaganda dessa prova para o ultra Dean Karnazes em um post que ele fez no Facebook, e não é que ele respondeu? Na próxima convido para fazer um trote ou talvez um rolezinho! hehe

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