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Arquivo da categoria ‘viagens’

Lançamento da Atlantis & Campo Rural

Publicado por satrijoe em 19/11/2009

Como relatei no post anterior, meu fim de semana não foi só de corrida. Aproveitei pra fazer um belo de um passeio.

Campo Rural

Já estava em Orlando a trabalho (é sério, viu!) durante a semana. A família chegou na 6a. feira no final do dia. No sábado, a patroa programou uma atividade bucólica. Fomos para uma fazenda pertinho da Disney que tinha diversas árvores de frutos cítricos. Os interessados vão lá e colhem o que querem pagando $10 por um saco pequeno (algo em torno de 10kg) ou $20 pelo grande (aproximadamente 20kg). Ficamos andando com um carrinho aberto pra não ter que carregar o saco no braço e obviamente a pimpolha aproveitou pra ser rebocada no carrinho, no melhor estilo dondoca… Foi um passeio diferente. Pra quem estiver interessado, segue o link: http://www.showcaseofcitrus.com/

De lá, fomos para o parque estadual Lake Louisa lá por perto e fizemos um mini-picnic com direito a sanduíche “estilo natural” que tínhamos comprado antes da “colheita” das laranjas. O parque é muito bem cuidado e está entre os 25 melhores parques para trilhas nos EUA, além de estar bem preparado para pesca e passeios a cavalo. Como o objetivo era só relaxar, não fizemos nenhuma trilha mas ficou aquela vontade de voltar e explorar melhorar o parque.

No Domingo, fomos para o parque Hollywood Studios da Disney, aproveitando que na última viagem tínhamos comprado ingressos para 3 dias e restava um dia para ser usado. O ponto alto foi ter arrastado a patroa pra andar no Rock’n'Roller Coaster do Aerosmith, já que ela tem pavor de montanha russa. Saiu tremendo que nem vara verde e quase rouca de tanto gritar (mas no fundo, bem no fundo, acho que ela gostou! huahuahua).

Lançamento da Atlantis

Segunda Feira, dia 17 era o grande dia. O lançamento da nave espacial Atlantis estava marcada para as 14:38 (horário local).  Como já conhecíamos o Kennedy Space Center (KSC), localizado no Cabo Canaveral, decidimos não ir pra lá. Na verdade, parece que existe um ingresso especial que te dá direito a assistir ao lançamento de um lugar privilegiado, mas infelizmente já estava esgotado. Sendo assim, as opções eram assistir ao lançamento de Titusville ou Cocoa Beach, 2 cidades próximas. Optamos pela primeira.

Titusville fica a 1h de carro de Orlando. Teoricamente não era difícil chegar mas, no meio do caminho, o GPS do carro morreu pq o fuzível do acendedor de cigarros queimou. Momentos de apreensão. Apelamos pro Sto. Google Maps no celular e chegamos no Space View Park (nome bem sugestivo), às 10:30. E rumando a Titusville, o céu estava fechado. Estávamos acompanhando o facebook do KSC (pois é, a NASA tb está ligada na nisso!) e a atualização era de que existia 70% de chance do tempo permitir o lançamento (no dia anterior era 90%). Mais tensão. Estacionamos num gramado em frente ao parque, onde o suposto dono cobrava $10. Pagamos pela comodidade.

O pessoal mais “pró” já estava instalado, com suas cadeiras de praia, tripés, binóculos e afins. Como ainda faltavam 4h, fui correndo até uma loja de conveniência/fármacia que ficava a 2 quarteirões de lá, e comprei 3 cadeiras de praia pra gente. Assim, “demarcamos” nosso território. A dificuldade seguinte foi identificar a plataforma de lançamento. Eram 15 milhas de distância. A conversa era mais ou menos assim: 

“É aquela estrutura que tem as luzes em volta piscando?”

“Não, aquelas luzes são dos para-raios. Aquela plataforma não é pra lançamento”

“Tá vendo aquela mancha grande escura?”

“Tô!”

“Do lado esquerdo daquela mancha, tem duas estruturas. A maior é a Atlantis!” 

Resolvido este “pequeno” detalhe, a patroa foi comprar um hamburguer no Burger King da esquina. Demorou pq a fila já estava na rua. E realmente, o lugar começou a ficar cheio. Enquanto isso, o facebook dizia que os astronautas já estavam dentro da nave, faltando 2h pro lançamento. Fiquei pensando “E se bater a vontade de conversar com o Wanderley? Será que tem cordinha pra puxar? Será que tem pinico embutido no traje espacial? Será que eles usam rolha?” Pra mim, questões essenciais. Sem isso esclarecido, eu não me inscreveria num programa de astronautas.

De vez em quando sobrevoava um helicóptero. O entendido da esquerda esclarece: “É da guarda-costeira. Estão fiscalizando.” O pessoal tb fica tenso pq um cara numa lancha estaciona no meio do rio, um pouco à esquerda do nosso campo visual. Se ele resolvesse mudar de local, não duvido que alguém lançasse um míssil pra arrancar o cara de lá. Tinha de tudo um pouco. Obviamente todos curiosos, mas alguns fanáticos (ou seria lunáticos), outros de passagem e alguns que se diziam veteranos de testemunharem lançamentos.

Faltando 30 min, um fato inesperado. O tempo, até então semi- encoberto, começa a abrir e se forma um buraco azulzão no céu. Perfeito! O pessoal da barraquinha de camisetas, bonés e chaveirinhos tem alto-falantes que estão sintonizados na rádio da Nasa. A transmissão confirma que todos os sistemas estão “GO!”. Já nesta altura do campeonato, o parque está  praticamente intransitável tamanha a quantidade de gente.  Mesmo assim, os “espertoman” aparecem e dão um jeito de pular os arbustos que dividem o parque do rio e se instalam por lá. Como era uma baixada rochosa, não estavam atrapalhando e ninguém reclamou (a não ser aqueles que tiveram seus cobertores e toalhas pisoteados).

Faltam 10 min. 5 min. 2 min. Inicia a contagem regressiva pelo rádio. Começamos a ver a fumaça dos motores (eles são acionados antes da contagem chegar ao zero). E de repente aparece uma bola de fogo. Eu estava achando que não ia ver muita coisa, pela distância que estávamos. Mas a bola de fogo era muito intensa. E a nuvem de fumaça que se formou era mais impressionante ainda. E a galera começa a gritar em êxtase. Mas o que mais me impressionou foi o momento em que o som chegou (lembra daquela história do clarão do raio chegar antes do barulho do trovão?, pois é). Foi um estrondo enorme e parecia que vinha acompanhado de uma onda de choque. Mais gritaria da galera. Nesse ponto, a Atlantis começou a fazer uma curva (seria ilusão de ótica?) e se escondeu atrás de algumas nuvens, mas mesmo assim pudemos ver a separação dos tanques de combustível.

O lançamento em si durou pouquíssimo, coisa de um ou dois minutos e a única coisa que ficou foi  a trilha de fumaça no céu. Mas a expectativa que se criou e a vibração do pessoal assistindo foi digna de uma final olímpica dos 100m rasos. Infelizmente no vídeo quase não dá pra ouvir o som dos motores, mas em compensação o que se houve de máquina fotográfica clicando é uma enormidade! rs

Espero que a minha filha guarde essa memória pra contar pras próximas gerações que ela já presenciou um lançamento. E o fato mais relevante é que os ônibus espaciais serão aposentados no ano que vem. Logo, poucos ainda terão a chance de ver um lançamento como este. Ficamos satisfeitos com a experiência e quem sabe retornemos pra ver o próximo lançamento mais de perto.

Fotos:

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Don Rodriguez: O Vendedor da Barsa

Publicado por satrijoe em 06/11/2009

Barsa
Pra quem não conhece Don Rodriguez, recomendo a leitura destes posts para entender do que estou falando:

O ofício de Don Rodriguez é vendedor das antigas enciclopédias Barsa. Esta semana ele foi escalado pra viajar já que três clientes confirmaram que poderiam recebê-lo. Don Rodriguez foi todo animado. São clientes que até hoje não compraram nada dele mas com diz o velho “deitado”: Água mole em pedra dura, não faz nem cosquinha na pedra.

Apesar de preferir levar somente bagagem de mão nestas viagens de curta duração, Don Rodriguez fez questão de levar seu kit de treino pra poder correr como fez em outras oportunidades. Check-in feito, todos os passageiros à bordo, simbora meu povo! O avião deixa o terminal…. mas pára.

Piloto: “Tivemos um problema técnico e vamos ter que retornar ao terminal”

Meia hora depois: “Era um coisa simples aqui na cabine, a equipe de manutenção já fez o reparo e vamos partir”. Deixamos o terminal outra vez e… outra vez pára: “Pelo visto o buraco era mais embaixo (na verdade o piloto foi um pouco mais técnico), vamos ter que retornar outra vez”.

Mais UMA hora se passa: “Uma das turbinas não quer ‘pegar’. Vamos deixar o terminal e o pessoal de terra nos apoiará num procedimento manual pra fazer a turbina ‘pegar’. Não se preocupem que é um procedimento normal, digo, tranquilo.”

Don Rodriguez matuta: “Caraca, vão fazer o avião pegar no tranco!!! Será que vão pedir pra gente descer e empurrar esse trem?”

O procedimento manual funcionou e lá se foi D. Rodriguez pra oito horas de viagem. Problemita foi que tinha reunião marcada pra 2.5h após a aterrissagem. Com o atraso de 2h, D. Rodriguez perdeu a primeira reunião. Por sorte, o cliente estava de bom humor e aceitou reagendar a reunião. Mesmo assim estava apertado pra 2a. reunião que era logo em seguida à primeira. Don Rodriguez se troca dentro do táxi mesmo, a la Clark Kent, e vai direto pro cliente. Conversa vai, conversa vem o cliente confidencia: “D. Rodriguez, estamos procurando um produto que lava, passa, cozinha e faz cafuné mas não pode custar mais de 50 dólares que o nosso orçamento tá limitado”. E D. Rodriguez pensa com os seus botões: “Mas se o cara sabe que eu vendo a Barsa…”, mas acaba dizendo: “Deixa levar suas necessidades pra área de produtos pra saber se tem alguma coisa no nosso plano de novos produtos que cumpre com os seus requerimentos”.

Frustado, D. Rodriguez vai para a sua 2a. reunião (que era pra ter sido a primeira). O cliente até que gostou da Barsa, fez várias perguntas e no final proclama: ”Manda pra mim um catálogo com mais informações pra eu poder apresentar o seu produto internamente. Se a chefia gostar, a gente abre uma concorrência e vc pode competir com o seu produto.”  D. Rodriguez fica meio jururu e bate um papo com os botões do terno: ”Pô, concorrência? Vai vir a barsa da China na metade do meu preço…”

Saindo da reunião, aparece a oportunidade de conversar com um representante que poderia revender a Barsa de D. Rodriguez. O potencial representante convida D. Rodriguez pra almoçar num lugar chinfrim que só vendo. E pra piorar, D. Rodriguez pede um fusilis que estava mais pra fuzil. Tava de matar! Exausto, D. Rodriguez volta pro hotel e resolva tirar um cochilo pra se recompor da noite mal dormida e da correria das reuniões. Acaba acordando muito tarde e decide comer algo no restaurante do hotel.

Quando ele estava voltando pro quarto, seu chefe liga e diz: “Consegui uma reunião pra vc amanhã. Cliente quentíssimo. Mas vc vai ter que viajar amanhã de manhã cedinho pra dar tempo.” Saiu na chuva é pra se queimar. Com isso, D. Rodriguez teve que acordar às 4:30 da manhã pra poder pegar seu vôo. Dessa vez, nada de contratempos. Chega a tempo e a reunião vai bem. Ao final, D. Rodriguez pergunta se o cliente tem algum comentário final e o cliente diz: “Gostamos do seu produto. Mas o problema é que seu concorrente já veio aqui e, além de ter um produto equivalente, já ofereceu 50 amostras grátis. Se vc quer ter uma chance, vai ter que oferecer algo mais atrativo ainda.” E esse era o cliente quentíssimo que o chefe tinha conseguido. ;-(

Resumo da ópera: D. Rodriguez dormiu 2 noites no avião e 4:30h em um hotel, não conseguiu correr nenhum dia e além de não ter vendido uma mísera enciclopédia, vai ter que voltar pra empresa pra convencer o pessoal a fazer um produto que não existe e dar alguns de graça para talvez vender algo só no ano que vem.

Pois é. Essa vida de viajante não é tão glamourosa como parece…

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10K na Disney – Faltaram 9 Segundos

Publicado por satrijoe em 12/10/2009

Raceforthetaste2009
O Dia Anterior
Chegamos Sábado a Orlando, numa viagem tranquila. Estrada boa, pace (do carro!) bom, viemos sem parar o que compensou o fato de termos saído um pouco tarde de casa (tive problemas com o iPod e perdi um tempão tendo que reinstalar o SW, recarregar as músicas e criar o playlist para a corrida). Minha dignìssima tinha viajado no dia anterior com uma amiga para assistir ao show do U2 em Tampa e combinamos de nos encontrar num shopping (onde mais? rs) para irmos buscar o kit. O esquema da Disney é bem organizadinho. Os nomes ficam afixados em um painel no centro da área de entrega, vc descobre seu número de peito e retira o kit, vapt-vupt. Na vez anterior, havia uma feirinha com stands diversos. Este ano, só estavam vendendo(!) a camiseta comemorativa do evento. Sinal dos tempos… Por falar nisso, achei o kit fraco. Veio um copo comemorativo da corrida (legal por sinal), o número do peito e o D-tag (chip descartável), folheto da prova e um gel da Clif.

Daí fomos para o hotel, que era um presente antecipado de dia das crianças pra nossa pimpolha. Escolhemos o hotel do canal de desenhos animados Nick. Passamos um tempo na piscina, que estava lotada, mas mesmo assim aproveitei pra nadar um pouco e soltar a musculatura. Minha filha desceu pelos escorregas de água e tomou banho de “gosma” verde derramada de um balde gigante. A criançada adora. Daí fomos assistir a uns desenhos curtos em 4D (incluem água, vento e outros “defeitos” especiais) e terminamos a noite com um jantar num restaurante italiano pra encher os tanques com massa.

A Corrida
Com tudo preparado, saímos às 5:45 do hotel que ficava razoavelmente perto do local da largada. Mesmo assim, atrasamos um pouco pq a fila de carros pra estacionar no local estava grande e lenta. Pediam pra chegar antes das 6:15 porque depois disso iam começar a fechar o trânsito de carros. Depois de estacionar, fui dar uma olhada no local da largada que tinha sinais indicando a largada por paces (menos de 7 min/milha, entre 7 e 9 min/milha, 9 a 11, etc.). Decidi ter aquele bate-papo final com o Wanderley Cardoso mas as filas estavam enormes. Consegui me aliviar mas duvido que todos que estavam atrás tiveram a mesma “sorte”. Depois disso só deu tempo de fazer um trote de 1 min e ir pra largada. Da próxima vez tenho que ficar mais esperto nesses preparativos. A impressão que deu é que tinha mais gente participando da prova que em anos anteriores. Foram 4013 concluintes mas não sei o total de inscritos ou de “largantes”.

Apesar da divisão por pace, a gente sempre acaba encontrando aquele pessoal sem noção na sua frente que está no ritmo caminhante ou alguns rastejante que ficam embaçando lá na frente. Corri uns bons 100m na grama pra ultrapassar essa galera. Meu objetivo era tentar fazer o primeiro km abaixo de 5 min/km mas não deu, fechei em 5:14. Como costumo fazer, procuro algum coelho ou uma referência pra tentar estabelecer meu ritmo, mas desta vez foi difícil. Ou o pessoal me despachava ou ficava pra trás. Com isso, sentia que meu ritmo estava meio irregular, mas consegui passar o 2º. Km em 5:15 e o 3º. em 5:12. Próximo ao terceiro Km surgiu o primeiro posto d’agua mas decidi passar reto.

A diversão começou mesmo quando entramos no primeiro parque, o Hollywood Studios (que antigamente se chamava MGM Studios), por volta do Km 4. Depois de 500m dentro do parque, passamos em frente à area do show de dublês motorizados. Lá havia um telão ligado mostrando os corredores passando e a maioria dava o seu tchauzinho pra “Grobo”. Seria legal se eles colocassem o vídeo na Internet como vi ser feito na Maratona de Berlim.

Percorremos aproximadamente 1,5km dentro deste parque e logo saímos para o boardwalk, uma área de restaurantes, comércio e hotéis num percurso que ia margeando um lago. Já neste trecho comecei a cansar e fui baixando meu ritmo gradativamente. Tentava acompanhar o ritmo de algumas pessoas mas não conseguia manter as passadas e já nem olhava muito pro relógio. Perto do km 6 havia outro posto de hidratação e resolvi pegar um copo.d’agua. Só molhei a garganta e joguei o copinho no lixo (afinal sou corredor politicamente correto!).

Um pouco antes do km 8, adentramos na Epcot. Nestes 2 km finais meu principal pensamento era não dar o mesmo vexame que tinha dado na última participação. Em 2006, qdo eu vi a marca de 6 milhas (9.6km), achei que dava pra me lançar no sprint final. Só que calculei mal e logo que passei a última curva e vi a distância até a linha de chegada, deu um baque e fiquei com ânsia de vomito. Parei e fiquei me segurando. Nessa hora, minha esposa que estava mais pra frente esperando pra tirar a foto na linha de chegada ficou apreensiva vendo eu passar mal. Pra não repetir o papelão, esperei a tal da curvinha pra daí iniciar o mega-super sprint. Emparelhei ao lado de uma garota que tb tinha apertado seu ritmo mas vi que tinha mais gás e fui adiante. Ainda deu tempo de avistar a família do lado esquerdo e dar um tchauzinho pra foto antes de cruzar a linha de chegada. Mais tarde, a fotógrafa da família disse que eu passei rápido demais e que não deu pra tirar fotos decentes. Da próxima vez, vou voltar e passar de novo em slow motion pra conseguir tirar a foto! Rs

Parei meu cronômetro em 55’11”, mas o tempo oficial foi de 55’09”. Confesso que fiquei frustrado pq queria fechar em 55 min, ou seja, faltaram 9s. Mais uma vez, o GPS marcou um pouco mais. Desta vez foram 138m a mais, ou seja, pelo Garmin eu teria fechado os 10km em 54’41” mas para manter consistência, vai valer o tempo oficial da organização. Falta um pouco só pra atingir meu objetivo esportivo 2c. Em termos históricos, o balanço é positivo já que na corrida do vexame, fechei a prova em 1h 3 min.

No pós-chegada, recebi minha medalha e tirei uma foto com os fotógrafos oficiais do evento. A medalha era um prato com um garfo, faca e colher pendurados. Achei bem criativa. Havia distribuição de água (quente) em garrafa de 1 litro e mais garrafinhas de isotônicos. Fora isso, banana e melancia à vontade. De novo, por ser um evento que cobrava US$50, achei pouco. Também havia uma degustação oferecendo alguns pratos internacionais do festival, mas achei que estava muita muvuca na área e preferi recolher o time de campo.Voltamos pro hotel e tanto pimpolha filha como pimpolha mãe dormiram um pouco mais pra depois encaram o passeio na Epcot (detalhe: os ingressos eram à parte).

Curiosidades & Afins
*Como o tema da corrida era relacionado à culinária (na verdade estava tendo um festival internacional de comidas e vinhos na Epcot), tinha algumas pessoas correndo a caráter: chapéu de cozinheiro e até avental.

*Lá pelo Km 5, tinha uma corredora com uma camiseta rosa-choque que estava num ritmo parecido com o meu e fiquei acompanhando. Ela tinha uma passada meio esquisita, jogando os pés pro lado após a pisada. Fiquei tentando entender como aquela mecânica funcionava mas logo me dei conta que cada um corre do jeito que funciona pra ele/ela. Logo no início da prova, já tinha visto uma outra mulher que quase não tirava os pés do chão e me deu a impressão que tinha algo a ver com os joelhos. Também cruzei com um outro que de tempos e m tempos levantava os braços para o alto, como se estivesse posando para uma foto. Muito estranho. Por final, vi alguns que pareciam estar fazendo treinos de tiro durante a prova. Passavam desembestados por mim, e 1 Km depois eu alcançava pq já estavam caminhando. Nesta mesma categoria, vi um cara tirando várias fotos de dentro dos parques. Pelo visto, ele não tinha incluído orçamento para brincar no parque mais tarde então pelo menos uma fotinho, né? rs

*No Boardwalk, presenciei uma conversa gozada entre um voluntário e um corredor:
Voluntário: “É isso aí galera. Parabéns por acordar cedo para correr!”
Corredor (apontando pra um senhor que estava caminhando à beira do percurso):”Pois é, mas tem gente que acorda cedo pra fumar!”. O tal senhor não fez uma cara de muitos amigos, mas quem estava passando por lá riu, concordando com o comentário.

*Próxima ao km 8, passamos pelo último posto de hidratação. Mais uma vez decidi passar reto mas fiquei meio p… da vida com um casal que resolveu se hidratar mas simplesmente decidiram caminhar pra tomar a àgua. Tive que pedir passagem e tenho certeza que não fui o único. Por outro lado, vi um exemplo de boa etiqueta um pouco mais adiante. Um corredor que estava um pouco mais à frente de mim diminuiu seu ritmo pra catar um copinho que estava jogado bem no meio do caminho dos corredores.

*Já dentro da Epcot, vi uma corredora que estava vomitando. Como já tinha um funcionário do parque conversando com ela, segui adiante mas fiquei imaginando um possível diálogo:
“Vc está bem?”
“Claro, estou vomitando pq sou anoréxica e queria perder uns quilinhos a mais enquanto estou correndo”

*Em dois (ou três) pointos haviam DJ’s mandando ver num sonzinho pra animar os corredores.

Resultado oficial
timeracefortaste2009
Número de Peito (bib): 2357
Tempo Bruto: 56:05
Tempo Líquido: 55:09
Colocação: 505 de 4013 (total), 354 de 1566 (masculino), 67 de 227 (40 a 44 anos)

Fotos:
Raceforthetaste2009_largada_compressed
Raceforthetaste2009_chegada_compressed
Raceforthetaste2009_medalha_compressed
Raceforthetaste2009_time_compressed

Raceforthetaste2009_medalha2_compressed

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TTP – Santiago / Camping no aeroporto?

Publicado por satrijoe em 11/09/2009

Estou escrevendo do aeroporto Arturo Merino Benítez em Santiago. Wi-Fi grátis é uma beleza! Pra dizer a verdade, acho que todos os aeroportos deveriam ter este serviço.

Semana meio corrida (trabalho) e só hoje consegui fazer um dos meus TTP (Treino Turismo Pitoresco) por aqui. Por indicação de um amigo, fui do hotel até o parque bicentenário. Parque bonito, razoavelmente novo (inaugurado no final de 2007) localizado numa parte afluente da cidade, a municipalidade de Vitacura. Encontrei um bom descritivo da época da inauguração neste site.

Nada de espetacular no treino. O que valeu foi a vista da cordilheira dos Andes. Em Santiago eles sofrem com um efeito estufa quase que permanente porque estão cercados por montanhas a leste e a Oeste. Mesmo assim a vista é impressionante. Não trouxe máquina fotográfica comigo, assim vcs vão ter que acreditar que a vista que eu tinha era mais ou menos à da foto aqui em baixo. Muito bonito ver os picos das montanhas cobertos de neve.
Santiago e a cordilheira dos Andes ao fundo
Agora que estou à caminho de casa, veio a má notícia. Meu voo está atrasado e não chego a tempo para fazer a conexão. Estou tentando que me coloquem num voo direto. Se não der certo, não sei quais são minhas opções. Talvez arme a barraca e durma por aqui.
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Curtas
Futebol: Assisti aos jogos das eliminatórias em Santiago na casa de Argentinos. O pessoal realmente anda inconformado com os péssimos resultados da Argentina sob o comando do Maradona. Muita gente quer ele fora, mas reconhecem que é temeroso uma troca faltando apenas 2 rodadas do final das eliminatórias. O mais gozado foi que o pessoal comemorou os gols que o Brasil marcou no Chile. Apesar de viverem no país, pelo visto não há muito apreciação pelo povo em si. No dia seguinte fiz uma apresentação a um cliente chileno. Sendo minoria e sendo eles os clientes, achei melhor não fazer maiores comentários…
US Open: Depois de vários dias com tempo bom, começou a chover em Nova York. Federer, Djokovic e Del Potro venceram seus jogos. Ficou faltando a definição de Nadal e Gonzalez. No feminino, as semifinais estavam previstas para hoje mas como continua chovendo, parece que não vão acontecer. E pra piorar a história, a previsão de Sábado é de mais chuva. Como vi em um blog, agora se vê o valor de investir num teto retrátil…
(Pós-edição: Confirmado. Cancelaram todas as partidas de hoje e a final do masculino teve que ser transferida para a 2a. feira. Aproveitando, esqueci de comentar que no feminino a queridinha americana Melanie Oudin caiu diante da tenista-fashion Wozniacki. Na semifinal, Clijsters x Williams, sou mais Clijsters.)

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Papai Noel à vista + Notas Curtas

Publicado por satrijoe em 02/09/2009

Fotos do TTP (Treino Turismo Pitoresco) em St. Maarten estão disponíveis!

Após árdua busca da patroa e alguns momentos de tensão, encontramos tickets pro Brasil. Não vai ser barato mas dentro do que estava ao nosso alcance, está razoável. Ainda falta comprar a passagem pra Salvador mas nessa vamos tentar usar alguns pontos que eu tenho com a TAM pra aliviar os custos.

Sendo assim, vamos ver Papai Noel e não Santa Claus!!! Outro bônus: Posso seguir adiante com o projeto São Silvestre 2009, que por algum tempo esteve seriamente ameaçado.

Êba!!!!!
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Curtas:
F1-1: Maior bafafá na fórmula um com a denúncia de que a Renault pode ter armado um acidente forçado do Nelsinho Piquet para que o Alonso pudesse ganhar o GP de Singapura. O rumor é que foi o próprio Nelsinho que abriu a boca. Se foi, ele não deve mais querer nada na fórmula um pq ninguém vai querer contratar um piloto dedo-duro que se volta contra o chefe da equipe.

F1-2: Massa vai fazer uma cirurgia plástica pra consertar o estrago do acidente e o melhor que pode acontecer é voltar para os treinos de inverno que a Ferrari costuma fazer em dezembro. Uma pena. Falava-se em uma potencial volta no Brasil. De qq jeito, com saúde não se brinca. Como o Massa não tem mais chance no campeonato, melhor voltar 100% para o ano que vem. Continua a dúvida sobre seu substituto. Fisichella? Alonso? Schumacher? Quem dá mais? E olha que a próxima corrida é Monza.

Tênis: Começou o aberto dos EUA (US Open). Expectativas com a volta do Nadal que por enquanto só teve um jogo fácil contra Richard Gasquet que tb voltava, mas de uma suspensão por doping. Primeiros nomes importantes que caíram até agora: No masculino, Safin e Santoro que provavelmente fizeram suas despedidas em grand Slam. No feminino, Bartoli (que teve o azar de pegar a Clijsters sem ranking), Stosur (Australiana que vinha de uma temporada de resultados expressivos), Mauresmo (com direito a pneu no 2o. set) e Chakvetadze (sobrenome difícil! Pegou a Zvonareva logo na 2a. rodada). Dos brasileiros, só sobrou o Belucci que ganhou de um desconhecido (pelo menos pra mim) Tailandês e agora pega o Simon (cabeça de chave número 9). Acho que não vai dar pra ele…

Futebol: Maior expectativa para Argentina e Brasil este Sábado. Infelizmente, não dá pra viver o mesmo clima de ansiedade estando tão longe. Os Argentinos devem vir com fome de bola. Vamos ver se o Brasil vai ter tranquilidade para resistir à pressão que eles vão colocar.
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Simbora dormir pq amanhã o plano é acordar 5 da matina pra treinar!

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Raios Múltiplos 3

Publicado por satrijoe em 04/07/2009

Voo sem problemas, vindo da Colombia. Aterriso, passo rapidinho pela imigração e qdo vou buscar minha mala, vem logo a má notícia. Devido a uma tempestade com relâmpagos, o pessoal de terra não pode retirar as bagagens do avião. Fiquei quase 2 horas nessa lenga-lenga. E o pior é que qdo as malas começaram a sair, vieram as de um outro voo. Confusão geral. 15 min depois anunciam que as malas do meu voo tinham sido transferidas para outra esteira! @$%#%$& Já com a mala na mão, no caminho pro estacionamento, olhei pra rua e não estava molhada… Os caras pararam tudo por causa da AMEAÇA dos relâmpagos! Que m…

Vou capotar!

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Brrr!!!

Publicado por satrijoe em 02/03/2009

Aproveitei pra correr um pouco hj de manhã, mas foi dureza. 9.4C!

Essa semana estou zarpando para Madrid passar mais frio ainda por lá. E a porcaria do hotel nem tem sala de ginástica.

Este fim de semana a pimpolha andou participando de um evento de tênis e outro de natação. Muitos compromissos! rs

Boa semana a todos.

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E começam as viagens…

Publicado por satrijoe em 15/02/2009

Estava me sentido meio AA: “Faz 20 dias que eu não subo num avião”. Consegui ficar o mês inteiro de Janeiro sem viajar. Um recorde pra mim. Finalmente, esta semana fui para a Filadélfia pra uma convenção de vendas que originalmente estava marcada pra Orlando mas decidiram cortar os gastos. Um dos eventos de networking foi um torneio de boliche. Como é de praxe, fiquei com o pulso doendo no dia seguinte. Algo me diz que é coisa de que não sabe jogar… De qualquer forma, foi divertido.

Semana que vem o destino é a terrinha.

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Último dia da viagem

Publicado por satrijoe em 30/11/2008

Recebi um coupon que dava direito a café da manhã grátis para 2 adultos. Acabei pagando o café da manhã da Luisa mas acho que valeu a pena. Comentário: Na mesa do lado tinha uma família com um garotinho de seus 4-5 anos. O garoto não falava, só gritava. A mãe até que tentava dar uns corretivos nele. Fiquei p… da vida com o pai, que só ficava achando gozado. Zero senso de civilidade e de responsabilidade. Vai pagar caro mais pra frente.

Voltando à viagem. Fomos para o John Pennenkamp State park e decidimos fazer o passeio para ver o recife de corais num barco com fundo de vidro. Segundo o guia, Key Largo é o destino número um em termos de mergulho. Ficamos duvidando se isso é verdade, principalmente conhecido a mania de grandiosidade dos americanos(a cidade em que moramos, Coconut Creek, se auto-intitulou a capital mundial das borboletas). O passeio até que foi legalzinho, os guias conheciam bem da história e da vida marinha do local. Durou 2 1/2h só com direito a balinha de menta para aqueles que estavam passando mal.

De lá, fomos para o Sul, em direção ao Islamorada Fishing Company, lugar que já tinhamos parado em viagens anteriores. Desta vez estava melhor pq não estava tão cheio como das outras vezes. Tem um bro jamaicano cantando e tocando na praia. Comemos peixe e stone crab (era temporada). O que é curioso neste carangueijo é que as pontas das garras (pinças) são pretas.

Viagem terminada. Pra patroa ficou a vontade de ter pescado um pouco mais, e pra mim, ter ido mergulhar nos recifes, mas faltou companhia. Quem sabe da próxima vez a gente vai com alguém que curtam estas atividades?

De qq jeito, valeu a pena. Descansamos, nos divertimos e saímos da rotina. Agora é lavar a roupa, lavar o carro (cheio de areia) e pagar as contas!

Próxima viagem agora é passar o Natal com a família, no Brasil!!!

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Day after Glu-Glu Day

Publicado por satrijoe em 30/11/2008

Só para fechar o Glu-Glu day, acabamos jantando no El Meson del Pepe. Na verdade, não era nossa primeira opção já que a patroa tinha visto um outro restaurante cubano chamado El Siboney, mas infelizmente eles não estavam abertos. O Meson del Pepe tem a vantagem de estar localizado bem no meio da muvuca, leia-se na frente do pier onde o pessoal se concentra para assistir o sol se por todos os dias. As meninas pediram um peixinho e eu fiquei numa entrada que tinha camarão, lula, linguiça e champignon.

Comentário: Na hora de estacionar, o que é sempre um problema no apertado centro de Key West, a idéia era parar no estacionamento ao lado do restaurante. Era US$4 por hora e a patroa achou caro. Fomos para um outro que era do Westin (ex-Hilton) mas a patroa achou “longe” e acabamos voltando ao primeiro estacionamento. Saiu de graça porque não tinha ninguém tomando conta. Provavelmente estavam comendo o peru, já que todo mundo é filho de Deus, certo?

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Day after: Tomamos café da manhã no hotel. Estilo buffet, acima da média para os padrões de hotéis médios (ficamos no fairfield inn – da cadeia Marriott). Ponto positivo tb para a Internet gratuita.

Fomos procurar praia. Eu tinha sugerido ir para sombrero beach que eu acho ajeitadinha mas foi rejeitada pela família. Acabamos voltando para Bahia Honda. Atividade? Kayak. Desta vez, a baixinha insistiu tanto que remamos até a tal ilha. Deu uma boa meia hora até chegar lá. Nada de muito interessante nela, mas valeu pelo desafio de ter chegado até lá. Preços: US$10/hora kayak simples e US$18/hora kayak duplo. Recomendo tb dar um pulo na praia que fica mais ao norte, mas ainda dentro do parque. Muito boa tb.

Finalmente viemos para o 2do. hotel da viagem, um Hilton que fica já em Key Largo (a primeira key saindo do continente). Parênteses: a variação do preço da gasosa na viagem foi grande. O posto mais barato cobrava US$1.86 e o mais caro US$2.25.

A baixinha queria ir pra piscina e como ela já estava de biquini, foi. Aproveitamos pra conhecer o hotel, e vimos o por-do-sol do pier junto com alguns outros hóspedes. De volta para o quarto, tomamos banho e fomos almojantar (tínhamos comido só umas batatas fritas para enganar durante o dia). Fomos para uma churrascaria chamada Braza Leña que fica em Islamorada.

Quem nos atendeu na churrascaria foi um carioca. Rapaz gente boa. Pelo visto não tem muito brasileiro que para por lá (US$41 por cabeça, imagino porque…) pq toda hora que podia ele vinha bater papo com a gente. Disse que vão abrir uma segunda casa em Key West. O dono do restaurante estava jantando lá. Segundo o nosso amigo garçon, podre de rico.

Voltamos para o hotel e resolvemos passar de novo pelo pier. Tinha um pessoalzinho ajuntado num lugar e fomos ver (brasileiro é curioso, não é?). Tinha uma mamãe manatee e um filhote. Eles estavam tomando água de uma mangueira. A mamãe manatee era enorme. Fiquei impressionado com o tamanho da bicha, já que segundo os meus conhecimentos, eles são vegetarianos… Tinha pra lá de dois metros! Haja planta submersa…

É isso, vamos ver o que a galera vai querer fazer hoje.

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